O escritor galego Manel Loureiro retorna com Antes que tudo mude, um romance publicado pela Planeta que explora os limites da lealdade e do terror. A trama coloca um homem à beira do abismo que aceita executar um ataque contra os líderes da União Europeia, reunidos na ilha de A Toxa. Cada decisão do protagonista altera o curso dos acontecimentos em uma história eletrizante.
A construção de uma ameaça crível na era da vigilância digital 🕵️
Loureiro, advogado e comunicador, tece uma rede de tensão apoiando-se em elementos reais de segurança e geopolítica. O romance não recorre a tecnologia futurista; utiliza vulnerabilidades humanas e falhas em protocolos atuais. O autor mostra como um indivíduo comum, com acesso a informações sensíveis e um plano meticuloso, pode desafiar sistemas de defesa modernos. A trama se sustenta na lógica de que o maior risco não são os algoritmos, mas as pessoas que os gerenciam.
Se os políticos se reúnem, com certeza alguém planeja o caos 💣
Que os líderes europeus se juntem em uma ilha galega é, para Loureiro, a desculpa perfeita para um desastre. Porque, sejamos sinceros, se na sua próxima reunião de condomínio já discutem por causa do elevador, imagine 27 presidentes em um spa discutindo o orçamento. Alguém tinha que escrever um thriller sobre isso. E ainda bem que é ficção, porque a realidade já tem burocracia suficiente.