A conselheira de Mobilidade, Paloma Martín, anunciou que a Comunidade de Madri negociará com o governo central a transferência de competências ferroviárias seguindo o modelo de Rodalíes na Catalunha. A ideia é que a região possa gerenciar diretamente serviços como o Cercanías para adaptá-los às necessidades locais e melhorar a eficiência do serviço.
Um sistema herdado com margem para otimização técnica 🚆
O modelo catalão baseia-se numa transferência integral de infraestruturas, material rodante e pessoal, com financiamento acordado. Para Madri, isso implicaria assumir o controle sobre horários, frequências e manutenção das linhas. Tecnicamente, a gestão local permitiria sincronizar os trens com a rede de metrô e ônibus, reduzindo tempos de espera e melhorando a interoperabilidade entre sistemas de transporte.
O risco de Rodalíes se tornar Rodalíos 😅
A proposta parece boa, mas qualquer um que tenha visto as obras de Sol ou os atrasos na Linha 3 do Metrô sabe que gerenciar trens em Madri pode ser como tentar estacionar na Gran Vía num sábado à tarde. Se o modelo funcionar, ótimo; se não, teremos a Comunidade discutindo com a Adif sobre quem paga as rodas quadradas dos trens.