A nova cruz do Aneto sobe a três mil quatrocentos e quatro metros pela porta dos fundos do vandalismo

13 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

No último fim de semana, o montanhista francês Mael Le Lagadec completou uma ascensão de 35 quilos até o topo do Aneto. Ele não carregava provisões nem material de acampamento, mas sim uma cruz de nogueira esculpida por ele mesmo. A iniciativa busca devolver o símbolo aos 3.404 metros, um mês depois de a cruz original de alumínio, de 100 quilos e quase 75 anos de idade, ter sido arrancada e vandalizada.

Um montanhista com mochila enorme avança em direção ao cume nevado do Aneto, carregando uma cruz de madeira escura.

A nogueira como material técnico: resistência em comparação ao alumínio perdido 🪵

Le Lagadec optou pela nogueira, uma madeira densa e durável que oferece boa resistência às intempéries sem o peso do alumínio original. Com 35 quilos, a nova estrutura reduz a carga em 65% em relação à anterior, o que facilitou o transporte em condições adversas de montanha. A escultura manual do montanhista adaptou a peça para suportar ventos fortes e a corrosão da alta montanha, embora a madeira exija manutenção periódica para evitar a degradação por umidade e gelo.

O Aneto recupera seu adorno: agora só falta que dure mais que um selfie 😅

Após semanas de cume despovoado, o topo do Aneto volta a ter seu acessório característico. Só que, desta vez, o novo modelo é de madeira maciça, caso algum energúmeno decida repetir a graça de arrancar o anterior. Pelo menos, se alguém tentar levá-la, vai suar para arrastar 35 quicos ladeira abaixo. Quem a colocou já mostrou que é mais fácil subi-la do que roubá-la.