A confiabilidade se tornou a matéria pendente do veículo elétrico. Os motoristas evitam carregadores isolados como se fossem armadilhas e só confiam em grandes hubs com múltiplos pontos. A isso se soma uma desinformação constante e prazos de ativação que ultrapassam dois anos, freando a adoção de uma tecnologia que, no papel, já tem rede suficiente para a frota atual.
Rede suficiente, mas inoperante: o gargalo técnico 🔌
Embora a infraestrutura instalada pudesse cobrir a demanda atual, a taxa de operacionalidade real é baixa. As falhas de software, a falta de manutenção e os protocolos de comunicação entre operadores geram pontos mortos. Além disso, os trâmites burocráticos para instalar novos carregadores podem se estender por mais de 24 meses, um tempo que desincentiva qualquer investimento e perpetua a percepção de um sistema imaturo.
O carregador fantasma: existe, mas não funciona 👻
É o clássico conto de fadas moderno: você abre o aplicativo, vê um carregador livre, chega com a bateria em 3% e... surpresa, está fora de serviço desde 2022. Ou pior, pede para você se registrar em três plataformas diferentes, cada uma com sua própria assinatura. No final, a mobilidade elétrica não é um problema de cabos, mas de fé. E a fé, como os prazos de instalação, acaba rápido.