Juventude marroquina estagnada: três milhões sem estudo nem trabalho

01 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Marrocos enfrenta uma crise silenciosa com três milhões de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham, segundo o Alto Comissariado para o Plano. Esse número, que representa uma taxa de inatividade de 29,5%, atinge com mais força as mulheres, que são 70% desse grupo. Barreiras culturais e falta de oportunidades agravam o panorama social e econômico do país.

Jovem marroquina sentada em uma rua empoeirada, cabelo coberto, olha para o vazio. Ao fundo, muros desgastados e um cartaz de emprego desbotado.

Pode a tecnologia quebrar o círculo do desemprego juvenil? 💻

A transformação digital oferece ferramentas para amenizar essa realidade. Programas de formação em ofícios digitais, como desenvolvimento web ou marketing online, exigem investimento inicial em infraestrutura e acesso à internet, que ainda é limitado em zonas rurais. Iniciativas de coworking e hubs tecnológicos poderiam absorver parte dessa população, mas seu alcance atual é reduzido diante da magnitude do problema. Sem políticas públicas que conectem formação com demanda laboral real, a lacuna persiste.

O plano B: abrir um café ou esperar o milagre digital ☕

Diante da falta de emprego formal, muitos jovens marroquinos consideram opções clássicas: montar um café com terraço ou confiar que um primo na Europa lhes mande uma passagem de avião. Enquanto isso, a taxa de inatividade sobe e as estatísticas se tornam o novo passatempo nacional. Claro, sempre resta o consolo de que o relatório do Alto Comissariado não inclui os que vendem lenços nos semáforos, que ao menos estão ocupados.