Manuel Jabois publica A véspera, um romance sobre os silêncios que sustentam as famílias. Em uma entrevista, o escritor critica a moda de verbalizar cada aspecto da educação, confessando que sente repulsa ao ver pais sentados para falar de sexo com os filhos. Jabois defende que as crianças descubram certos temas por si mesmas, como sua geração dos anos 80 aprendeu na rua ou na escola.
A tecnologia da descoberta: algoritmos contra o silêncio 🤖
A postura de Jabois colide com o design das plataformas atuais, onde os algoritmos empurram conteúdo sexual para crianças desde idades precoces. Enquanto ele defende a aprendizagem orgânica na rua, os sistemas de recomendação eliminaram essa margem de descoberta. O desafio técnico para desenvolvedores é criar filtros que não superprotejam nem exponham os menores, um equilíbrio que nem os modelos de linguagem nem as APIs de moderação resolvem completamente.
O patch definitivo: falar com os filhos como em 1985 🕹️
Talvez a solução não seja um novo algoritmo, mas voltar ao manual dos anos 80: deixar revistas esquecidas na sala e esperar. Enquanto os pais programam conversas desconfortáveis com PowerPoint, Jabois sugere que o silêncio também educa. Uma postura que, em plena era de notificações constantes, soa como um reset de fábrica: desligar o celular e deixar que as crianças errem sozinhas.