Hiroshi Kojina não é um nome que ecoa em todas as conversas de corredor, mas sua marca técnica na animação é profunda. Com uma carreira que começou nos estúdios mais difíceis do meio, atingiu seu ponto mais alto ao assumir as rédeas de Hunter x Hunter (2011). Sua abordagem: adaptações fiéis, mas com um pulso dinâmico que mantém o espectador grudado na cadeira sem trair o material original.
Expressividade facial e fluidez: o motor técnico de Kojina 🎬
Kojina prioriza dois elementos-chave em sua direção: a expressividade facial e a animação fluida. Em Hunter x Hunter, ele conseguiu que personagens como Gon ou Killua transmitissem emoções complexas com microgestos precisos, mesmo em episódios de preenchimento ou transição. Sua obsessão por manter uma cadência constante de quadros-chave evitou as quedas de qualidade típicas de séries de longa duração. Além disso, seu uso de planos-sequência em combates, como na saga das Formigas Quimera, demonstra um controle de ritmo que poucos diretores conseguem sustentar durante 148 episódios.
O diretor que fez os animadores suarem (literalmente) 💦
Contam as lendas que Kojina revisava cada storyboard com uma lupa e um caderno de anotações onde escrevia coisas como mais rugas na testa do Leorio ou o punho do Killua precisa de 3 quadros extras de impacto. Enquanto outros diretores se contentavam com rostos estáticos e fundos reciclados, ele exigia que até os personagens secundários tivessem sobrancelhas expressivas. O resultado: uma série que fica bonita mesmo em pausa, embora os animadores provavelmente sonhassem com cenas de preenchimento de nuvens para descansar.