Chega o verão e as academias se transformam em cenários de filme pós-apocalíptico. As máquinas de cardio, vazias. Os pesos, sem dono. No entanto, a mensalidade continua chegando pontualmente na sua conta. Por que essa indústria não ajusta os preços quando a demanda despenca? Analisamos as razões por trás desse fenômeno sazonal. 🌞
O modelo de negócio que não entende de estações 💸
A chave está nos contratos de fidelidade e na estrutura de custos fixos. As academias assinam aluguéis anuais, pagam funcionários o ano todo e mantêm equipamentos que se depreciam. Com 70% de seus custos fixos, precisam de receitas estáveis. Além disso, muitos usuários esquecem de cancelar ou não querem pagar multas. O sistema de cobrança recorrente, projetado para maximizar a receita, não distingue entre janeiro e agosto. É um modelo de assinatura rígido onde quem sai de férias paga o ar-condicionado de quem fica.
O mito do plano low-cost para sua secadora pessoal 🏋️
O engraçado é que você paga religiosamente para que quatro heróis anônimos mantenham o local vivo. Em julho, esses assinantes fiéis têm a academia só para eles. Vão, suam a camisa e voltam para casa pensando que enganaram o sistema. Mas o verdadeiro negócio está nos ausentes. Enquanto você se seca ao sol na praia, sua mensalidade está pagando a conta do ar-condicionado que refresca aquele grupinho de corajosos. Uma espécie de crowdfunding involuntário para o fitness de verão.