Uma turbina de maré se desprendeu do leito marinho, arrastando consigo uma seção de cabos de fibra óptica. O incidente, ocorrido em um parque de correntes submarinas, ativou um protocolo forense de engenharia. Para determinar a causa raiz, a equipe combinou varreduras de sonar de alta resolução com fotogrametria submarina, gerando um modelo digital do fundo do mar e dos restos da estrutura.
Fluxo de trabalho técnico: da nuvem de pontos à simulação de fadiga 🌊
Os dados brutos do sonar e as imagens subaquáticas foram processados no EIVA NaviModel e Agisoft Metashape, criando uma nuvem de pontos precisa da área da falha. Com base nisso, a geometria completa da turbina e a união dos parafusos ao leito foram modeladas no Maya. O próximo passo foi exportar este modelo para o OrcaFlex, onde foram aplicadas as cargas hidrodinâmicas históricas registradas. A simulação revelou que a corrosão galvânica, acelerada pela união de aço e ligas de cobre nos parafusos, havia reduzido a seção transversal resistente em 40%, provocando a ruptura por fadiga cíclica durante um pico de maré.
Lições para a simulação de fadiga de materiais ⚙️
Este caso demonstra que a fotogrametria submarina não é apenas uma ferramenta de documentação, mas uma fonte de dados de entrada para modelos de fadiga. A combinação de erosão galvânica e estresse mecânico é um cenário crítico que muitas vezes é subestimado nos projetos de ancoragens marinhas. A metodologia empregada permite validar hipóteses de degradação material com alta precisão, estabelecendo um novo padrão para a análise forense em infraestruturas de energias renováveis marinhas.
Como engenheiro forense, ao reconstruir em 3D a sequência de falha da turbina submarina por erosão galvânica, quais parâmetros de simulação de fadiga de materiais você considerou críticos para diferenciar o dano por corrosão sob tensão do desgaste mecânico cíclico induzido pela maré?
(PS: A fadiga de materiais é como a sua depois de 10 horas de simulação.)