Falha em tanque termossolar: corrosão dez vezes maior na linha de flutuação

23 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O colapso de um tanque de armazenamento térmico em uma usina termosolar revelou uma grave discrepância entre os modelos de fadiga previstos e a realidade operacional. A análise forense 3D das paredes internas, combinada com simulações CFD, demonstrou que o ataque químico na interface ar-sal foi dez vezes superior ao estimado. A causa: uma reação de oxidação não modelada inicialmente, que converteu um ponto crítico em uma zona de falha catastrófica.

Simulação CFD de corrosão acelerada na linha de flutuação de tanque termosolar com sais fundidos

Modelagem 3D e CFD para identificar o ponto de falha 🔍

A equipe de engenharia utilizou o SolidWorks para reconstruir a geometria exata do tanque colapsado, prestando especial atenção à linha de flutuação. Sobre este modelo, foram executadas simulações no ANSYS Fluent para analisar o comportamento do fluido e a transferência de calor na interface. Os resultados iniciais mostraram parâmetros dentro do esperado. No entanto, ao introduzir um modelo cinético de oxidação acelerada para a região de contato ar-sal fundida, as taxas de corrosão dispararam. Enquanto o fundo do tanque apresentava uma degradação uniforme, a zona da interface mostrava uma perda de espessura dez vezes maior, confirmada posteriormente com o escaneamento a laser da Leica Infinity.

Lições para a simulação de fadiga em materiais ⚙️

Este caso ressalta uma lição crucial para a simulação de fadiga de materiais: os modelos tradicionais de corrosão homogênea são insuficientes quando existem interfaces reativas. Ignorar a oxidação específica na linha de flutuação, onde o oxigênio do ar catalisa a degradação, leva a subestimar a vida útil do ativo. Em usinas termosolares, modelar esta reação não é apenas recomendável, mas essencial para prevenir falhas catastróficas e otimizar os intervalos de inspeção nos pontos críticos do armazenamento térmico.

Considerando que os modelos de fadiga convencionais não previram uma taxa de corrosão dez vezes superior na linha de flutuação, qual metodologia de simulação ou fator ambiental específico na interface líquido-vapor deveria ser incorporado para prever com precisão a vida útil destes tanques em futuros projetos?

(PS: A fadiga de materiais é como a sua depois de 10 horas de simulação.)