Supremo valida cobrança do imposto sobre o gás elétrico

05 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O Supremo Tribunal Federal proferiu uma sentença que permite às empresas elétricas reivindicar o Imposto sobre o Valor da Produção de Energia Elétrica, conhecido coloquialmente como imposto sobre o gás. A decisão judicial considera que este tributo, que incidia sobre o gás natural usado para gerar eletricidade, não levava em conta os custos reais de produção. Isso abre caminho para devoluções milionárias para o setor, que sempre o considerou uma taxa ilegal sobre um insumo básico.

Um tribunal com martelo e toga sobre contas de gás e uma tomada, simbolizando a devolução do imposto elétrico.

A técnica fiscal por trás do tributo energético ⚖️

O imposto era aplicado sobre o valor da produção elétrica em usinas de gás, sem descontar o custo do combustível nem as despesas operacionais. Isso gerava uma base de cálculo artificialmente alta, penalizando as usinas de ciclo combinado em comparação com outras tecnologias. O Supremo validou que este design viola a lógica fiscal, já que tributa um insumo essencial sem considerar a rentabilidade real. As empresas poderão agora solicitar a devolução do que pagaram desde 2013, com juros, o que pode implicar ajustes contábeis significativos no setor.

Fazenda, o gás escapou pela chaminé 💨

Acontece que colocar um imposto sobre o gás usado para gerar eletricidade era como cobrar pedágio de um carro por respirar. O Supremo, com a lógica de um encanador, disse que não se pode tributar o ar que entra na caldeira. Agora a Fazenda terá que devolver o dinheiro, enquanto as elétricas esfregam as mãos e os consumidores se perguntam se essa fortuna perdida não teria servido para algo mais útil, como pagar a conta de luz.