A UDEF revelou que Manuel Aarón Fajardo, filho do senador socialista Francisco Manuel Fajardo, usou em 2020 um telefone registrado no nome de sua mãe, juíza do TSJC, para contatar a trama do resgate da Plus Ultra. A investigação destaca a amizade do pai com Zapatero e uma suposta via de acesso a ajudas públicas durante a pandemia. A polícia não atribui participação da mãe nos fatos.
A segurança dos terminais e o rastro das linhas corporativas 📱
O uso de um terminal registrado em nome de terceiros, neste caso uma juíza, complica a rastreabilidade das comunicações. A UDEF analisa os registros de chamadas e mensagens para estabelecer a cadeia de contatos entre o filho do senador e os intermediários do resgate. Este método, conhecido como linhas opacas, não é ilegal por si só, mas dificulta o trabalho policial ao ocultar a titularidade real do dispositivo e sua vinculação com a trama.
O telefone da mamãe, o curinga perfeito para os negócios 🕵️
Se algo demonstra este caso é que, para certos contatos de alto nível, o telefone da mãe continua sendo o recurso mais confiável. Nada de aplicativos criptografados ou códigos de segurança: basta que a linha esteja registrada no nome de uma juíza para que as chamadas tenham um plus de discrição. Claro, quando a UDEF liga, até o melhor curinga familiar acaba tocando no relatório policial.