A arte pede um IVA reduzido diante da ameaça de bitributação

07 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O Consórcio de Galerias de Arte Contemporâneo solicitou ao Governo e à oposição que transponham a Diretiva europeia 2022/542 para aplicar um IVA reduzido ao setor. O pedido surge após a denúncia da Comissão Europeia contra a Espanha junto ao Tribunal de Justiça da UE, o que expõe os galeristas a uma possível dupla tributação em comparação com os 26 países que já adotaram a norma.

Um mapa da Europa com 26 países marcados em verde e a Espanha em vermelho, com um sinal de IVA e um pincel.

Transposição digital e fiscalidade para o mercado da arte 🎨

A Diretiva 2022/542 estabelece a opção de aplicar taxas reduzidas de IVA às entregas de obras de arte, o que, na prática, simplifica a gestão fiscal para galerias e plataformas de venda online. Sem uma transposição, as transações digitais transfronteiriças ficam sujeitas a critérios díspares, gerando cargas administrativas extras. Implementar um sistema harmonizado permitiria às galerias espanholas competir em igualdade de condições, reduzindo o custo de conformidade normativa no ecossistema digital da arte.

A Europa cobra contas e a Fazenda faz vista grossa 😅

Enquanto Bruxelas leva a Espanha ao tribunal por não aplicar o IVA reduzido, o Ministério da Fazenda parece estar procurando uma tela em branco para pintar a solução. Os galeristas, entre risos nervosos, se perguntam se a próxima exposição será de arte contemporânea ou de jurisprudência fiscal. Pelo menos, se a dupla tributação chegar, sempre poderão deduzir a moldura.