A decisão de vários países europeus de fecharem suas usinas nucleares deixou o continente mais dependente do gás russo e das importações de terceiros. A soberania energética, que parecia uma conquista consolidada, se desfez. Agora, cada aumento de preço nos mercados internacionais atinge com força os bolsos dos cidadãos e a indústria local.
A armadilha técnica das renováveis sem respaldo firme ⚡
A aposta em fontes como a solar e a eólica requer um sistema de armazenamento massivo que ainda não está pronto em escala. Sem a geração constante da nuclear, a rede europeia se torna frágil diante de picos de demanda ou dias sem vento. A intermitência obriga a manter usinas a gás como respaldo, um círculo vicioso que encarece a eletricidade e contradiz os objetivos climáticos a curto prazo.
O paradoxo de apagar a luz para economizar energia 💡
É curioso que, para serem mais verdes, alguns governos decidiram fechar usinas que não emitiam CO2. Agora, enquanto a França exporta eletricidade barata de seus reatores, seus vizinhos acendem velas e rezam para que o vento sopre. O plano era brilhante: parar de produzir energia limpa para comprar energia suja mais cara. Um verdadeiro acerto estratégico.