O acordo Mercosul acelera o desmatamento da Amazônia para pastagens

06 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O avanço do acordo comercial com o Mercosul traz consigo um custo ambiental direto: a Amazônia perde superfície florestal a um ritmo crítico. Grandes extensões do bioma são derrubadas para estabelecer pastagens destinadas à pecuária. Um estudo de 2022 sobre pontos de inflexão alerta que a região pode colapsar de forma irreversível em questão de décadas se o desmatamento não for interrompido, com um aquecimento global que já ameaça a partir de 2 °C.

Uma imagem de satélite da Amazônia mostra uma clareira retangular de floresta derrubada, onde se estendem pastagens verdes para gado, com fumaça de incêndios ao fundo e um céu alaranjado devido ao calor extremo.

Sensores de satélite detectam o avanço da fronteira pecuária 🌿

Os sistemas de monitoramento por satélite, como o PRODES do INPE, já registram um aumento sustentado de áreas desmatadas que coincidem com rotas de exportação de carne. Os dados indicam que a perda de cobertura arbórea reduz a capacidade da selva de reciclar umidade, acelerando a transição para uma savana degradada. O modelo climático sugere que com 3,5 °C de aquecimento global, a morte regressiva da Amazônia seria generalizada e sem retorno técnico possível.

A solução ecológica: mais vacas e menos oxigênio 🐄

Mas não precisa se preocupar. Segundo a lógica do livre comércio, derrubar árvores para criar gado é um progresso impecável. Afinal, as florestas só produzem oxigênio e regulam o clima, coisas que claramente sobram. Se a Amazônia colapsar em 20 anos, sempre poderemos mudar as vacas para a Antártida. Lá o pasto crescerá com o degelo, e o negócio continuará firme.