A decisão de fechar usinas nucleares não apenas desligou reatores, mas dissolveu equipes de engenharia, desmantelou cadeias de suprimentos e apagou décadas de conhecimento técnico. Hoje, essa experiência acumulada não se recupera facilmente, e o setor energético paga o preço de uma estratégia que priorizou o curto prazo em detrimento da soberania industrial.
Reconstruir o talento: um caminho cheio de obstáculos 🛑
Formar um engenheiro nuclear de alto nível requer mais de uma década de prática supervisionada. Ao fechar usinas, perdeu-se a renovação geracional: os veteranos se aposentaram ou emigraram, e os jovens não encontraram incentivos para se especializar. A indústria auxiliar, fornecedora de componentes críticos, também desapareceu. Sem essa base, qualquer projeto futuro parte do zero, com custos e prazos multiplicados.
O grande vazio: quando apagar a luz apagou o cérebro 🧠
Acontece que desmantelar uma usina é mais simples do que manter a equipe humana que a operava. Agora, se alguém quisesse retomar a energia nuclear, teria que procurar esses engenheiros como quem procura um disco de vinil na era do streaming. Eles existem, mas são caros, escassos e, para piorar, alguns foram trabalhar em países que valorizam ter técnicos que sabem o que fazem.