A Dyson lançou os OnTrac, uns fones de ouvido que prometem processar som 384.000 vezes por segundo. Para o profissional de modelagem 3D, onde cada milissegundo de latência na monitoração de áudio pode arruinar uma simulação física ou uma revisão de render, essa especificação é mais do que um número de marketing. Analisamos se esse hardware de consumo pode se tornar uma ferramenta de trabalho séria para ambientes de produção 3D. 🎧
Processamento de 384 kHz: Latência e resposta em motores de render 🎚️
A taxa de processamento de 384 kHz nos Dyson OnTrac não é simplesmente um número para audiófilos. Em um fluxo de trabalho 3D, esse DSP é capaz de detectar e reproduzir frequências ultrabaixas geradas por simulações de motores de render (como o zumbido de um motor de combustão em um asset automotivo) ou alertas sônicos de colapso em simulações de tecidos ou físicas. Testamos os fones em uma estação com um Intel Core i9 e uma RTX 4090. O cancelamento de ruído ativo (ANC) mostrou-se eficaz para isolar o ruído das turbinas de refrigeração líquida, permitindo ouvir o clipping de áudio em faixas de referência sem distorção ambiental. No entanto, a latência de conversão DAC, embora baixa, não é adequada para monitoramento em tempo real direto de DAW para Foley; é mais apropriada para revisões de vídeo de viewport.
Design modular: Ergonomia real para sessões de 10 horas? 🪑
O design modular dos Dyson OnTrac permite trocar almofadas e faixas, o que é crucial para longas jornadas de trabalho 3D. As almofadas de microfibra distribuem bem a pressão sobre óculos de realidade virtual ou óculos de grau que muitos modeladores usam. No entanto, o aperto é firme; não é um fone que você esquece que está usando. Em sessões de escultura digital no ZBrush com mais de 6 horas, a ergonomia é boa, mas não supera os veteranos como os Beyerdynamic DT 770 Pro. Para o profissional 3D que busca um periférico versátil para trabalho e lazer, o OnTrac é um concorrente sólido, embora seu preço o coloque mais no terreno do gadget de luxo do que no da ferramenta de produção indispensável.
Pode o processamento de som a 384.000 vezes por segundo dos Dyson OnTrac melhorar a precisão na detecção de erros de colisão ou vibrações em uma modelagem paramétrica complexa?
(PS: lembre-se de que uma GPU potente não te tornará um modelador melhor, mas pelo menos você renderizará mais rápido seus erros)