Red Thread Games nos traz Dustborn, uma aventura narrativa que aposta em um estilo visual de história em quadrinhos com cores saturadas e cel-shading. O jogo nos coloca na pele de Pax, uma fugitiva com poderes especiais, enquanto atravessa uma América distópica. A direção de arte, inspirada nos quadrinhos europeus, é seu principal atrativo visual, apoiada em ferramentas como Photoshop e Illustrator para definir sua paleta vibrante e personagens estilizados sobre o motor Unity. 🎨
Unity como tela para uma estética de quadrinho interativo 🖌️
O motor Unity gerencia aqui um desafio visual interessante: manter a coerência do cel-shading em movimento sem sacrificar o desempenho. Os desenvolvedores usaram shaders personalizados para emular a tinta e as tramas de um quadrinho, enquanto as texturas planas e os contornos marcados são obtidos por pós-processamento. Embora o acabamento lembre Borderlands, Dustborn opta por uma iluminação mais suave e cores menos saturadas em exteriores. O uso do Photoshop para os assets 2D e do Illustrator para a tipografia e gráficos vetoriais permite um controle artístico que o Unity integra sem grandes falhas, embora em cenas com muitos personagens a taxa de quadros possa sofrer em hardware modesto.
A viagem de carro onde seu pior inimigo é o menu de diálogo 🚐
Dustborn te vende uma road trip com punks, poderes e uma van. Parece ótimo até você passar mais tempo em árvores de diálogo do que dirigindo. Os personagens têm carisma, mas às vezes parece que o roteirista era pago por palavra. Sim, se você sempre quis sentir que gerencia um grupo de teatro amador no meio do apocalipse, este é o seu jogo. Os poderes de voz são legais, mas na maioria das vezes você os usará para convencer um guarda de que ele não te viu roubar uma lata de feijão.