No último fim de semana, um turista gravou o desabamento da torre albarrã do castelo de Escalona, em Toledo, declarado Bem de Interesse Cultural. O muro desabou em segundos, somando-se ao colapso de outra torre no castelo de Almonacid de Toledo há apenas algumas semanas. Duas fortalezas medievais, dois desabamentos, um mesmo padrão de abandono.
Drones e sensores: a tecnologia que não chega a tempo 🏚️
Enquanto as pedras caem, a tecnologia para monitorar estruturas históricas existe e não é cara. Sensores de inclinação, drones com câmeras térmicas e modelos 3D por fotogrametria permitem detectar rachaduras antes que se tornem catastróficas. Podem ser instalados sensores de baixo custo que alertam em tempo real sobre movimentos milimétricos. Mas sem vontade política nem verbas orçamentárias, os sensores enferrujam nos armazéns.
O turista que gravou o desabamento: o novo conservador do patrimônio 📱
No final, quem documenta o patrimônio não é o arquiteto nem o técnico de cultura, mas o turista com celular. Se queremos conservar castelos, talvez devêssemos dar um cargo oficial ao primeiro visitante que chegar com bateria cheia. Pelo menos ele grava de graça, não pede relatórios e sobe o vídeo antes que o gesso termine de esfriar. Isso sim, que não se esqueça de ativar o HDR.