Casa do Chapo Trap: Ano Um, uma antologia que desafia preconceitos

01 de May de 2026 Publicado | Traduzido do espanhol

A autora, uma mulher negra e lésbica, aborda com ceticismo inicial a antologia gráfica Chapo Trap House: Year One, criada por Chris Wade e Joel Sinensky com arte de David Cousens. Ela reconhece que o grupo 'dirtbag left' costuma ser insensível com identidades como a sua, mas se aproxima com mente aberta e descobre um trabalho sólido no geral. Das cinco histórias, três têm premissas excelentes, destacando No Pasaran, um relato histórico ficcional sobre soldados estadunidenses contra o fascismo na Espanha, com personagens diversos e uma vívida representação dos horrores da guerra.

Vinheta de quadrinhos: soldados diversos em trincheira, bandeira republicana espanhola ao fundo, explosões e rostos de horror.

O processo criativo por trás da vinheta: do roteiro à arte final 🎨

A realização desta antologia exigiu uma coordenação precisa entre roteiristas e desenhista. Wade e Sinensky construíram narrativas que transitam entre o humor ácido e o drama histórico, enquanto Cousens aplicou um estilo de linha clara com tons expressionistas para cenas de combate. A paleta de cores, predominantemente sépia e cinza em No Pasaran, reforça a atmosfera da Guerra Civil Espanhola. Cada página foi projetada para equilibrar texto e vinheta, priorizando a legibilidade sem sacrificar a densidade visual que o quadrinho político exige.

Quando os 'dirtbag left' te surpreendem com diversidade histórica 🤯

A autora admite que esperava encontrar um panfleto genérico, mas No Pasaran a surpreendeu com personagens queer e pessoas de cor lutando ombro a ombro contra o fascismo. Vamos, até um grupo de provocadores brancos pode dar uma lição de representação para mais de um. É claro, o ceticismo inicial não desaparece totalmente: a gente lê e pensa, bem, pelo menos não meteram uma piada sobre banheiros inclusivos no meio de uma trincheira. Ironias da arte.