O jornalista Carlos Alsina anunciou uma mudança em seu programa Más de uno da Onda Cero, reduzindo o peso da política para dar espaço a conteúdos de cultura, ciência e atualidade social. A decisão, que renova o formato sem eliminar totalmente o debate político, gerou reações divididas entre ouvintes e colegas do setor. Alguns veem como um sopro de ar fresco, enquanto outros consideram que se abandona o núcleo duro da informação diária.
A migração do algoritmo radiofônico para conteúdos modulares 🧩
Essa mudança de programação pode ser analisada como uma atualização da arquitetura de conteúdos. Alsina aplica uma lógica de modularidade: reduz a carga de um tema dominante (política) para distribuir recursos entre blocos temáticos como ciência e cultura. É semelhante a um sistema que realoca largura de banda para evitar a saturação de um único canal. A dificuldade técnica reside em manter a coerência narrativa sem perder audiência, gerenciando a transição como um processo de refatoração da grade em vez de um simples remendo.
A política se muda para o segundo plano do dial 📻
A decisão de Alsina lembra quando um usuário deixa de seguir um amigo nas redes porque ele só publica memes de política. Não é que o exclua, apenas o silencia por um tempo. O setor reage como se ele tivesse anunciado que vai ler a previsão do tempo em aramaico. Alguns ouvintes já temem que o próximo passo seja substituir os debates por tutoriais de origami ou receitas de bolo. Ironias à parte, pelo menos a tertúlia matinal deixará de soar como um disco arranhado.