Um paciente com marcapasso sofreu uma arritmia grave enquanto carregava seu carro elétrico. Os médicos suspeitaram de interferência eletromagnética, mas precisavam de provas. A equipe forense digital reconstruiu o incidente em 3D utilizando Ansys Maxwell, MATLAB, Mimics e Unreal Engine 5, demonstrando que o campo da bobina do carregador induziu uma tensão parasita diretamente sobre os eletrodos do implante.
Simulação do acoplamento magnético com Ansys Maxwell e MATLAB 🧲
O processo começou com a segmentação do tórax do paciente no Mimics, gerando um modelo anatômico realista de costelas, pulmões e tecido mole. Sobre essa geometria, foi importada a bobina do carregador sem fio do VE. No Ansys Maxwell, foi configurada uma simulação eletromagnética de baixa frequência (85 kHz) para calcular a distribuição do campo B. Os resultados foram exportados para o MATLAB, onde foi realizada uma análise de elementos finitos para resolver a integral de Faraday. Foi detectado um pico de tensão induzida de 4,2 V no eletrodo ventricular direito, ultrapassando o limiar de inibição do marcapasso. A simulação confirmou que a defasagem do pulso coincidia exatamente com o momento de máxima potência de carregamento.
Visualização forense no Unreal Engine e lições para a indústria 🎥
Para comunicar a descoberta à equipe clínica, foi utilizado o Unreal Engine 5 para renderizar uma animação em tempo real. A cena mostrava o campo eletromagnético como um gradiente de cor semitransparente envolvendo o tórax, destacando a zona de interferência sobre o marcapasso. Essa visualização forense não apenas validou a hipótese clínica, mas também expôs um risco de design: a posição padrão do carregador sob o veículo gera um ponto quente exatamente na altura do peito de um motorista sentado. O caso ressalta a necessidade de incluir modelos biomédicos 3D nos protocolos de certificação de sistemas de carregamento sem fio.
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