Um estudo publicado na Science Advances antecipa as primeiras fases da domesticação do cavalo, confirmando que os humanos já montavam e comercializavam esses animais há cerca de 6.000 anos. A partir da arqueologia digital, essa descoberta abre caminho para reconstruções virtuais das paisagens da estepe euroasiática, onde três populações antigas entre a Sibéria Ocidental e a Europa Central iniciaram o processo de forma independente por volta de 3500-3000 a.C.
Fotogrametria e simulação da cultura Yamna 🐎
A pesquisa identifica a população DOM2, localizada ao norte dos mares Negro e Cáspio, como a origem dos cavalos domésticos atuais. Para um redator técnico do Foro3D, esse dado é chave: podemos modelar em 3D as carroças puxadas por bois que os nômades yamna usaram para migrar para leste e oeste, facilitando a expansão das línguas protoindo-europeias. Com técnicas de fotogrametria sobre restos ósseos e artefatos, é possível recriar a morfologia equina antiga e simular as rotas migratórias, oferecendo uma visualização imersiva de como esses animais transformaram a mobilidade humana.
O mito do cavalo de Przewalski na era digital 🦄
O estudo também contradiz a ideia de que o cavalo de Przewalski seja uma relíquia dos primeiros cavalos selvagens. A partir da arqueologia digital, isso nos permite atualizar as reconstruções virtuais da fauna pré-histórica, descartando modelos errôneos e gerando representações mais precisas baseadas em dados genéticos. A divulgação científica se beneficia desses modelos 3D, que aproximam o público dos complexos processos de domesticação que moldaram a história humana.
Como o modelado 3D dos restos equinos da cultura Yamna influenciou a confirmação das técnicas de montaria utilizadas há 6000 anos
(PS: e lembre-se: se você não encontrar um osso, sempre pode modelá-lo você mesmo)