A FIFA deu luz verde à mudança de nacionalidade esportiva de Ayyoub Bouaddi, meio-campista de 18 anos do Lille. Nascido na França, filho de pais marroquinos, o jogador representou a França nas categorias de base, mas agora vestirá a camisa do Marrocos. Com mais de 90 partidas na Ligue 1 e uma estreia europeia aos 16 anos, Bouaddi reforça a estratégia marroquina de captar talentos com raízes no exterior visando a Copa do Mundo de 2026.
A fábrica de talentos do Lille e seu impacto no futebol africano 🌍
O Lille se consolidou como um viveiro de jovens promessas na França. Bouaddi, com 90 partidas e experiência na Champions, é produto de uma base que prioriza a formação técnica sobre o físico. Sua capacidade de atuar como meio-campista organizador ou interior lhe dá versatilidade tática. O Marrocos, ao captá-lo, ganha um perfil de construção de jogo que complementa jogadores como Amrabat. A federação marroquina usa a dupla nacionalidade como uma ferramenta de scouting, semelhante à estratégia de seleções europeias.
França perde outro talento: a maldição do duplo passaporte 🇫🇷
Enquanto a França celebra sua base, o Marrocos rouba outro jogador com futuro. Bouaddi se junta à lista de franco-marroquinos que disseram non aos bleus. Talvez a Federação Francesa devesse instalar um controle de acesso em Clairefontaine para evitar fugas. Ou, mais simples, oferecer minutos na seleção principal antes que o jogador complete 18 anos. Enquanto isso, o Marrocos sorri e soma outro meio-campista para seu projeto de Copa do Mundo. No ritmo que vamos, a seleção marroquina vai acabar sendo o time B da Ligue 1.