O debate não é se uma empresa ganha dinheiro, mas como um governo permite que uma firma privada fixe preços que sufocam a cidadania enquanto se gaba de defender o interesse nacional. É contraditório falar em patriotismo econômico quando os lucros vão para acionistas estrangeiros e não se alivia a carga fiscal dos combustíveis. A solução é concreta: um imposto temporário sobre lucros extraordinários do setor energético, reinvestido em ajudas diretas para transporte público e mobilidade sustentável.
Tecnologia fiscal: o imposto como ferramenta de desenvolvimento 🛠️
Implementar um tributo sobre lucros extraordinários não é um capricho ideológico, mas uma medida técnica aplicada em vários países. O mecanismo consiste em calcular a margem de lucro das petrolíferas sobre um limite histórico e tributar o excedente. Os fundos arrecadados seriam destinados a subsidiar passes de transporte público, eletrificar frotas de ônibus e ampliar ciclovias. É uma transferência direta de recursos do oligopólio energético para a infraestrutura coletiva, reduzindo a dependência do carro particular e os gastos familiares com combustível.
TotalEnergies: o 'amigo' que te cobra a gasolina a preço de ouro ⛽
A TotalEnergies se tornou aquele amigo que convida para jantar, mas depois te passa a conta do restaurante, do estacionamento e do couvert. Enquanto seus acionistas brindam com champanhe, os motoristas olham para a bomba de combustível como quem vê uma placa de vende-se um rim. O mais engraçado é que nos vendem a ideia do patriotismo econômico, mas a gasolina que pagamos parece importada de um planeta onde o petróleo é extraído com notas de 500 euros. Se isso é ser patriota, que venha Elon Musk e veja. 😅