O embaixador australiano junto à UE e à OTAN, Angus Campbell, destacou que a relação comercial com a China é construtiva, mas não exclusiva. Em entrevista à Euronews, Campbell lembrou que a Austrália, como continente insular, depende do comércio global e de regras estáveis para prosperar, diversificando seus parceiros entre a América do Norte, a ASEAN e a Europa.
Tecnologia logística chave para um comércio sem amarras 🚢
Para uma nação insular dependente do comércio marítimo, a eficiência portuária e a digitalização das alfândegas são vitais. A Austrália investe em sistemas de rastreamento por satélite e plataformas de gestão de cadeias de suprimento que reduzem gargalos. Além disso, a integração de inteligência artificial em rotas de carga permite otimizar tempos de trânsito entre a Ásia e a Oceania, minimizando custos operacionais.
A arte de não colocar todos os ovos na mesma cesta 🥚
Campbell basicamente disse: comerciamos com a China, mas também com meio mundo por precaução. Como um bom vizinho que não quer depender de um único fornecedor de churrasco, a Austrália distribui seus pedidos. Se um dia Pequim se irritar, Canberra sempre poderá pedir um empréstimo de carvão à ASEAN ou convidar a Europa para um churrasco de emergência.