A Fórmula 1 se despede de Alex Zanardi, falecido aos 59 anos. O italiano, que estreou na Jordan e passou por Minardi e Lotus, deixou sua marca não por vitórias, mas por sua capacidade de superação. Seu melhor resultado na categoria foi um sexto lugar. A causa de sua morte remonta a 2020, quando um caminhão o atropelou durante um evento beneficente, deixando-o em estado crítico do qual não conseguiu mais se recuperar.
A tecnologia que não conseguiu salvar sua vida 🏥
O acidente de Zanardi em 2020 colocou à prova os limites da engenharia médica. Após ser atropelado por um caminhão em uma contrarrelógio de handbike, os sistemas de resposta rápida e os hospitais de Siena aplicaram protocolos avançados de neurocirurgia. No entanto, as lesões cerebrais foram extensas. No mundo do automobilismo, a segurança evoluiu com HANS, halo e barreiras Tecpro, mas nas vias públicas, a proteção continua rudimentar. Um caminhão pesa 40 toneladas; um corpo humano, pouco mais de 70 quilos. A física não perdoa.
O bom de não ser campeão mundial 🏆
Zanardi nunca ganhou um título na F1, mas isso permitiu que ele se dedicasse ao que realmente importava: colidir com outros na Champ Car e, depois, pedalar como um possesso. Enquanto os campeões se aposentam para jogar golfe, ele decidiu que a melhor forma de se aposentar era subir em uma bicicleta sem freios e competir contra caminhões. No final, ele perdeu. Mas, sejamos sinceros, qual piloto de F1 pode se gabar de ter ganhado quatro medalhas de ouro paralímpicas? Exato, nenhum.