Abandonar nucleares dispara emissões de CO₂ em vários países

09 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Fechar usinas nucleares parece uma decisão ecológica, mas os dados mostram outra realidade. Alemanha, Japão e outros países viram suas emissões de CO2 aumentarem após desligarem seus reatores. A eletricidade perdida foi substituída por gás natural e carvão, fontes que liberam toneladas de carbono na atmosfera. O paradoxo é claro: desligar o limpo por medo acende o sujo.

Três chaminés industriais emitem fumaça cinza e preta sobre uma paisagem urbana. Ao fundo, uma usina nuclear inativa e torres de resfriamento silenciosas sob um céu poluído.

O vazio técnico que os combustíveis fósseis preenchem ⚡

A energia nuclear gera eletricidade de base constante sem emitir CO2. Ao desconectar reatores, a rede perde uma fonte estável de 1 GW por unidade. Para cobrir a demanda, recorre-se a ciclos combinados de gás ou usinas de carvão. Um reator de 1 GW evita a emissão de cerca de 6 milhões de toneladas de CO2 por ano. Sem ele, cada megawatt-hora deslocado adiciona entre 400 e 900 kg de CO2, dependendo do combustível substituto. A física não negocia com ideologias.

O paradoxo verde de apagar luzes nucleares 🌍

Acontece que, para salvar o planeta, alguns países decidiram queimar mais carvão. É como querer emagrecer e encher a geladeira de bolos. A Alemanha, com seu Energiewende, conseguiu a façanha de reduzir emissões... de forma inversa. Agora importam eletricidade da França, que sim usa nucleares. Ou seja, pagam pela energia que antes produziam eles mesmos, mas com o extra de terem poluído mais. Um negócio redondo, se sua moeda for o CO2.