A Companhia Nacional de Dança estreia ROM, um programa duplo com obras de Forsythe e Inger. Este evento destaca a memória do movimento e a fusão de linguagens coreográficas. No nicho da cenografia, surge uma pergunta chave: como as ferramentas 3D podem potencializar a criação e produção de espetáculos de dança contemporânea? A resposta está na pré-visualização e no design de espaços imersivos.
Pré-visualização 3D para Coreografias e Espaços Cênicos 🎭
Para uma obra como The Second Detail, com sua linguagem técnica intensa, o design 3D permite ensaiar a disposição espacial dos bailarinos e a iluminação precisa em um ambiente virtual antes de chegar ao teatro. Isso otimiza os tempos de montagem. Em Become, que celebra a transformação, é possível modelar e testar diferentes cenografias volumétricas ou projeções de video mapping, integrando o movimento coreográfico com o espaço digital. A simulação acústica 3D também é vital para equilibrar a música eletrônica com o som orgânico do movimento na sala.
A Tecnologia como Extensão do Corpo no Espaço 🤖
O título ROM, Range of Motion, adquire uma nova dimensão com a tecnologia 3D. Essas ferramentas ampliam o alcance da ação criativa, permitindo coreografar não apenas corpos, mas também luz, geometria e narrativas visuais em um protótipo digital. A essência da CND como ponto de encontro de linguagens se enriquece ao incorporar a linguagem do design digital, fazendo do palco um verdadeiro laboratório de espaço e movimento para a Europa atual.
Como se pode utilizar a visualização 3D para capturar e reconstruir a memória do movimento coreográfico em projetos cênicos como ROM da Companhia Nacional de Dança?
(PD: projetar um palco em 3D é fácil, o complicado é que os músicos não caiam dele)