Duas décadas após a estreia de V for Vendetta, seu diretor, James McTeigue, confirma que Alan Moore mantém seu rechazo à adaptação. O criador do quadrinho original desaprova o filme por não ser uma transcrição fiel de sua novela gráfica. McTeigue lembra que Moore já desconfiava de Hollywood durante o desenvolvimento do projeto. O diretor sugere que, se o autor se opõe tanto às adaptações, deveria recuperar os direitos de seu material.
A adaptação como processo técnico: além da cópia literal 🎬
McTeigue aborda um debate técnico recorrente no fórum: a adaptação cinematográfica não é um processo de clonagem. Converter um meio estático e sequencial como o quadrinho em uma linguagem audiovisual dinâmica exige mudanças estruturais. O filme condensou a narrativa, ajustou personagens e trasladou a mensagem política para um contexto pós-11/9. Esse processo de "compilação" para outra linguagem, longe de ser uma traição, é um requisito técnico do meio de destino, algo que muitos projetos de conversão de assets compreendem.
Moore vs. Hollywood: um bug de compatibilidade eterno 🔄
A situação tem um ponto de loop infinito. Moore, como um desenvolvedor que escreve código perfeito em uma linguagem obsoleta, vê com horror como Hollywood "traduz" seu trabalho para um novo framework cheio de bibliotecas de efeitos especiais. Cada adaptação é como um patch não oficial que ele não autorizou. Talvez a solução não seja vender os direitos e depois reclamar do fork, mas fazer como alguns e publicar sua obra sob uma licença que proíba expressamente qualquer remake. Ou simplesmente, parar de olhar os commits dos outros.