A empresa Superfeet promete palmilhas 3D personalizadas em casa usando apenas um iPhone. Sem baixar aplicativos, a digitalização mede o arco e o tamanho, enviando dados para uma fábrica imprimir. Mas por trás dessa suposta revolução na ortopedia, o verdadeiro objetivo é pular o podólogo e ficar com toda a margem, vendendo conforto caseiro à custa da saúde do pé.
Digitalização estática que ignora a biomecânica real 🦶
O iPhone não mede a pisada em movimento nem a distribuição de pressões, dados essenciais para um estudo biomecânico completo. Confiar em um algoritmo caseiro pode recomendar palmilhas inadequadas, causando mais lesões do que previne. Além disso, os dados do pé são armazenados nos servidores da Superfeet sem clareza sobre seu uso futuro. Serão vendidos para empresas de calçados? O usuário paga por um produto que, longe de ser único, é padrão levemente ajustado, fabricado em um país com mão de obra barata, não local.
A fábrica no exterior imprime sua saúde à distância 🏭
Que um iPhone digitalize o arco do seu pé e uma impressora 3D em outro país fabrique a palmilha parece ficção científica barata. O que não te contam é que esse algoritmo pode recomendar uma cunha para o calcanhar quando o que você precisa é de um exorcista para sua pisada. E enquanto você paga por falsa personalização, seus dados de pé viajam para servidores que talvez amanhã vendam seu tamanho para a Nike. Tudo para não pisar no consultório do podólogo.