Recorde de emprego desde 2018: sete anos perdidos na criação de trabalho

02 de June de 2026 Publicado | Traducido del español

Os telejornais espanhóis celebram hoje um recorde de emprego que já foi alcançado em 2018. Esse dado convida a uma reflexão incômoda: se há sete anos estávamos nos mesmos números, a gestão posterior não serviu para avançar, apenas para recuperar o terreno perdido. O mercado de trabalho parece correr em uma esteira sem fim.

Uma esteira de corrida com um trabalhador suando, rodeado de calendários de 2018 a 2025, sem avançar.

Tecnologia e automação: o emprego que se cria não é o que se destrói 🤖

Enquanto a precariedade se normaliza, o setor tecnológico avança em outro ritmo. A automação e a IA estão eliminando postos administrativos e fabris, mas a criação de emprego qualificado na Espanha continua prejudicada pela falta de investimento em P&D e formação digital. Fala-se de recordes quantitativos, mas a qualidade média do emprego (temporariedade, salários baixos) não reflete esse progresso. O mercado se adapta à tecnologia, mas a política trabalhista não.

O recorde que chega tarde e mal: como um ônibus que passa a cada sete anos 🚌

É como se um ônibus passasse a cada sete anos e, ao vê-lo novamente no ponto, o anunciassem como uma conquista do transporte público. Sim, ele chegou, mas não avançou nem um metro desde a última vez. Enquanto isso, os passageiros (os trabalhadores) continuam pagando a mesma passagem, mas com assentos mais desconfortáveis e trajetos mais longos. Ainda bem que celebramos.