A Samsung apresentou em Madrid sua nova linha de monitores Odyssey para 2026, com modelos que alcançam resolução 6K, taxa de atualização de 330 Hz e tecnologia OLED. A empresa fala em inovação e preços acessíveis, mas é bom ler as letras miúdas. Um monitor 6K não será um produto de massa, por mais que ajustem as margens. A linha de entrada oferecerá prestações decentes, mas sem a tecnologia de ponta que anunciam. É a velha estratégia do produto estrela que vende a marca e os modelos de preenchimento que pagam as contas.
6K e 330 Hz: o luxo técnico que você não verá em promoção 🚀
A resolução 6K oferece um nível de detalhe pensado para edição profissional, não para jogos casuais. Os 330 Hz, combinados com OLED, garantem fluidez absoluta e pretos perfeitos. No entanto, esses componentes elevam o custo de produção de forma notável. A Samsung não fabricará um monitor assim para vendê-lo a 300 euros. A linha de acesso incluirá painéis LED convencionais, frequências de 60 Hz e resoluções FHD ou QHD. A tecnologia de ponta fica nos modelos que custam o preço de um carro pequeno. O resto, funciona, mas não engana ninguém.
O acessível não é barato, e o barato não é 6K 💸
A Samsung diz buscar preços acessíveis, mas acessível não significa barato. Significa que você pode comprá-lo se vender um rim no Wallapop. As pessoas chegarão à loja, verão o monitor 6K de 3.000 euros, e depois olharão para o de 300 com adesivos parecidos. Pensarão que tem a mesma magia. Não, não tem. Mas, ei, o marketing funciona: o peixe grande come o pequeno, e o pequeno come a publicidade. Todos contentes, principalmente o banco da Samsung.