Há um ano, a Micron valia 100 bilhões de dólares. Hoje, ultrapassa um trilhão. O motivo: a inteligência artificial. A Nvidia, gigante dos chips gráficos, a impulsionou a fabricar memórias especializadas para data centers. A Micron deixou para trás sua cultura de economia extrema para se tornar um fornecedor-chave na nova corrida tecnológica.
O salto técnico: memórias de alta largura de banda 🚀
O segredo está nas memórias HBM (High Bandwidth Memory). A Micron desenvolve chips empilhados que oferecem maior velocidade e menor consumo. Esses módulos são essenciais para os aceleradores de IA da Nvidia, como o H100 ou o B200. A demanda é tão alta que a Micron vendeu toda a sua produção de 2024 e 2025. A empresa passou de fabricar chips genéricos a projetar produtos exclusivos para um cliente dominante.
O lado sombrio do boom: seu próximo celular vai custar um rim 😅
Enquanto a Micron comemora seus números recordes, nós, mortais comuns, olhamos com desconfiança para o preço da eletrônica. Acontece que fabricar chips para IA consome wafers e capacidade de produção que antes eram usados para memórias de celulares e laptops. Portanto, não se surpreenda se o próximo iPhone custar como um carro pequeno. Mas, ei, pelo menos a IA poderá escrever piadas ruins sobre como tudo está caro.