A publicidade automotiva encontrou na inteligência artificial uma ferramenta para gerar imagens femininas irreais como atrativo visual. Essa prática não apenas engana o consumidor, mas também perpetua um duplo discurso social: critica-se a objetificação da mulher enquanto se a explora comercialmente. A confiança no comércio online é prejudicada quando o que se vende não corresponde à realidade do produto.
O vazio legal na publicidade gerada por modelos sintéticos 🚗
A tecnologia atual permite criar modelos virtuais hiper-realistas por meio de redes generativas adversárias (GANs) ou difusão estável. No entanto, nenhuma regulamentação específica controla seu uso em anúncios de automóveis. Enquanto uma concessionária não pode falsificar o desempenho do motor, pode usar uma imagem feminina falsa para atrair cliques. A solução técnica existe: rotulagem obrigatória de conteúdo sintético e penalidades para quem comercializar com imagens que não correspondam ao produto real.
Senhores, seu carro não precisa de uma modelo de catálogo imaginária 😼
Porque sim, só faltava essa: agora termos que competir com mulheres que nem respiram. Se seu carro tem bons cavalos, bom porta-malas e um preço decente, você não precisa de uma garota gerada por algoritmo para vendê-lo. Mas claro, é mais fácil criar uma modelo perfeita do que admitir que o veículo tem mais plástico que um pote de tupperware. Da próxima vez, coloquem um gato. Pelo menos é real.