Redigir leis com inteligência artificial sem transparência é uma contradição política. Enquanto os cidadãos exigem prestação de contas sobre gastos militares e orçamento público, aqueles que legislam usam ferramentas opacas para tomar decisões-chave. O paradoxo é claro: os mesmos que regulam a tecnologia não aplicam suas próprias regras.
Auditorias técnicas para garantir leis humanas 🤖
A solução técnica passa por implementar um sistema de declaração obrigatória de uso de IA em toda redação legal. São necessárias auditorias independentes que verifiquem a origem do texto por meio de análise de padrões de linguagem, metadados de edição e assinaturas digitais. Um registro público com selo de verificação humana permitiria rastrear cada rascunho, assegurando que o conteúdo não provenha de modelos de linguagem não supervisionados.
A IA que escreve leis e um congresso que não lê 😅
Agora acontece que os políticos têm um assistente virtual para redigir normas, mas ainda não descobriram como fazer funcionar o ar-condicionado do plenário. Talvez a próxima lei sobre transparência seja escrita pelo ChatGPT, e a auditoria seja feita por um algoritmo. Pelo menos assim teríamos a certeza de que ninguém no congresso leu o texto antes de votá-lo.