A HP e a Ferrari uniram forças para lançar um notebook de edição limitada que custa 5.599 dólares. Seu design vermelho com partes visíveis e tela sensível ao toque avançada promete alto desempenho. Mas por trás do gabinete com o cavallino rampante se esconde uma tática de marketing que multiplica o preço por três em relação a um notebook gamer de 2.000 dólares com os mesmos componentes internos.
Potência reciclada com etiqueta de escassez artificial 🏎️
Sob o capô, este notebook monta hardware padrão que qualquer equipamento gamer de médio porte oferece por 2.000 dólares. A diferença está no gabinete vermelho, no logotipo da Ferrari e na etiqueta de edição limitada, uma estratégia de escassez artificial para que colecionadores paguem qualquer valor. A HP não esclarece que o suporte técnico e os drivers para este modelo serão abandonados em dois anos, deixando o comprador com um peso de papel de luxo.
O luxo de não precisar de uma Ferrari na sua mesa 💻
A Ferrari empresta seu nome a qualquer produto que pague a licença, sem se importar com a qualidade real. Este notebook é uma estupidez de marketing que transforma a tecnologia em um objeto aspiracional para ricos que querem ostentar a marca. O cidadão comum lê a notícia e sente que a tecnologia é inalcançável, mas a verdade é que o verdadeiro luxo é não precisar desse tipo de objeto. E se você quer potência bruta, compre um gamer de 2.000 dólares e ainda sobra para um bom presunto.