O modelo Laporta não é o problema, é sintoma de um clube obsoleto

29 de June de 2026 Publicado | Traducido del español

O discurso de Font reduz o debate a Laporta versus mudança, mas o verdadeiro problema do Barça é seu modelo de governo obsoleto. Os sócios precisam de algo mais que um plebiscito personalista: requerem ferramentas reais para decidir. A solução passa por implementar uma assembleia digital vinculante que reconstrua a confiança social mediante decisões coletivas transparentes, não por escolher entre duas caras conhecidas.

Three silhouetted hands reaching toward a glowing holographic tablet displaying a digital voting interface, above a cracked marble pedestal inscribed with faded club crest, behind them a dusty trophy cabinet with broken hinges, one hand holding a rusted gavel while another holds a smartphone showing a split-screen of two identical faces, technical illustration style, dramatic side lighting casting long shadows, photorealistic textures of worn marble and oxidized metal, cinematic composition emphasizing the contrast between old governance tools and new digital decision systems

Assembleia digital vinculante: o backend que o Barça precisa 🗳️

Implementar uma assembleia digital vinculante implica desenvolver uma plataforma com blockchain para votações verificáveis, um sistema de identificação biométrica de sócios e contratos inteligentes que executem as decisões de forma automática. Isso elimina intermediários e opacidades. Não se trata de um app de enquetes, mas de um ecossistema técnico onde cada voto tenha peso real e rastreável. Sem essa infraestrutura, qualquer mudança de presidente só muda o nome na placa.

O que Font não entende: o sócio não quer um messias, quer um botão de voto 🔴

Font fala de mudança como quem muda de canal na TV. Mas o sócio não precisa de outro salvador com agasalho e discurso bonito; precisa de um botão vermelho no seu celular que lhe permita decidir se contratamos um atacante ou se é melhor investir em um sistema de irrigação para o gramado. Enquanto o debate for Laporta ou Font, o clube continuará girando na roda dos personalismos. A revolução não é um nome, é um clique.