Oliver Blume, CEO da Volkswagen, embolsou em 2024 uma remuneração equivalente ao salário anual de 4268 trabalhadores com o salário mínimo. Enquanto isso, a companhia projeta demitir até 100.000 funcionários e fechar quatro fábricas, incluindo a de Neckarsulm. Os lucros caíram 44%, mas os acionistas receberam dividendos altos. Os trabalhadores pagam a crise; os diretores, não.
O paradoxo tecnológico de reduzir capacidade enquanto se busca eletrificação 🤖
A Volkswagen precisa investir em plataformas elétricas e software para competir com a Tesla e os fabricantes chineses. No entanto, fechar fábricas como Neckarsulm reduz a capacidade de produção exatamente quando é necessário escalar modelos como o ID.4. A estratégia de Blume corta custos trabalhistas para financiar a transição, mas sacrifica empregos e know-how. O dilema é claro: sem trabalhadores treinados, a eletrificação desacelera. Uma decisão que prioriza balanços trimestrais em detrimento do desenvolvimento técnico de longo prazo.
Solução criativa: que Blume ganhe como 4268 funcionários e trabalhe como um 💡
Podemos poupar a Volkswagen das demissões. Se Blume viver com o salário mínimo de seus 4268 funcionários, a empresa economiza o salário dele e ele demonstra que a austeridade funciona. Além disso, que ele ocupe um dos cargos que pretende eliminar. Assim, saberá em primeira mão se a transição elétrica dói mais na folha de pagamento ou no resultado financeiro. Tudo fica em casa.