A proposta de delegar o cuidado de idosos a robôs esconde uma realidade incômoda: o abandono do sistema público de dependência. Em vez de investir em pessoal de saúde e social, busca-se uma solução tecnológica que desumaniza os idosos e elude a responsabilidade coletiva. A questão não é inovar, mas financiar a saúde pública e criar empregos dignos para cuidadores.
Assistentes robóticos: vigilância com forma de mascote metálica 🤖
Os protótipos atuais incluem braços articulados para administrar medicamentos e sensores de queda com alertas automáticos. Alguns modelos integram reconhecimento facial para detectar tristeza ou confusão. No entanto, sua função real é reduzir custos de pessoal: um robô de 12.000 euros substitui um auxiliar com contrato anual. A tecnologia avança, mas o debate continua sendo político: substituir pessoas ou reforçar equipes. A resposta está nos orçamentos, não nos algoritmos.
Meu robô me traz o chá, mas não me conta uma piada ruim 😅
Os fabricantes prometem que os robôs conversarão com os idosos. Ótimo: agora sua avó poderá contar sua vida para um aspirador de pó com alto-falante. Enquanto isso, o sistema corta vagas em residências e o governo se gaba da digitalização. O próximo passo será um drone que aplaude quando o bingo terminar. Se continuarmos assim, logo veremos anúncios: Substitua seu cuidador por um robô. Bateria não inclusa. Humanidade, também não.