A China lançou cursos universitários específicos em terras raras, os minerais essenciais para fabricar desde carros elétricos até mísseis. Onze universidades do país formam anualmente mais de 500 estudantes, que realizam estágios em empresas do setor. Fora da China não existem cursos similares, o que confere a Pequim uma vantagem estratégica difícil de igualar na próxima década.
A cadeia de suprimentos começa nas salas de aula, não nas minas 🏭
Enquanto no Ocidente a formação em materiais críticos costuma ser uma pós-graduação genérica, a China projetou currículos completos que abrangem geologia, química de separação, metalurgia e reciclagem de terras raras. Os alunos trabalham com ímãs de neodímio, catalisadores de cério e baterias de lantânio desde o primeiro ano. O resultado é uma geração de técnicos que dominam o processo completo, desde a extração até o produto final, sem depender de conhecimento externo.
Europa e EUA buscam terras raras no YouTube 🎓
Enquanto os estudantes chineses separam disprósio em laboratórios equipados, no Vale do Silício alguns engenheiros descobrem que o ímã do seu disco rígido contém terras raras e se perguntam se podem reciclá-lo com um tutorial. A corrida para dominar esses materiais não se ganha apenas com minas, mas com salas de aula. E nisso, a China tem tanta vantagem que o Ocidente ainda está procurando o link de inscrição.