Osamu Tezuka criou em 1952 um pequeno robô com foguetes nos pés e coração atômico. Astro Boy não apenas marcou o início do mangá moderno, mas estabeleceu as bases da narrativa sequencial japonesa. A história acompanha um menino artificial criado pelo Dr. Tenma após perder seu filho, que depois é abandonado e adotado pelo professor Ochanomizu. Desde então, Astro Boy luta pela paz e pelos direitos dos robôs em uma Tóquio futurista.
O motor atômico que impulsionou uma indústria 🤖
Tezuka dotou sua criação de um reator nuclear de 100.000 cavalos de potência, uma tecnologia fictícia que refletia o fascínio japonês pela energia atômica no pós-guerra. Astro Boy possuía braços com canhões de laser, dedos com lança-foguetes e um traseiro com propulsores. O design arredondado e simples permitia animá-lo com poucos quadros, uma solução prática para a série de televisão de 1963. Essa abordagem eficiente influenciou toda a animação japonesa posterior.
Quando um robô tem mais direitos que você no trabalho ⚡
Astro Boy defendia a igualdade entre humanos e máquinas, embora ele mesmo fosse um menino com superforça que resolvia crimes enquanto outras crianças iam para a escola. Seus inimigos incluíam robôs rebeldes e humanos corruptos, mas o verdadeiro drama era sua crise existencial: sou um substituto do filho morto ou uma pessoa real? Enquanto isso, os leitores se perguntavam por que ninguém fabricava robôs que fizessem o jantar em vez de lutar contra Godzilla.