Entre as décadas de 1960 e 1970, a DC Comics publicou uma série peculiar protagonizada por Angel O'Day, uma jovem loira, e seu macaco falante chamado Sam Simeão. A premissa combinava mistério, comédia e aventuras detetivescas, mas a série caiu no esquecimento após apenas alguns números. Hoje, essa raridade merece uma revisão para os colecionadores. 🕵️♂️
A arte de Oksner e o roteiro de Bridwell: um motor técnico subestimado 🎨
Bob Oksner, desenhista com experiência em humor gráfico, aplicou um estilo limpo e expressivo que dava vida aos quadrinhos. E. Nelson Bridwell, por sua vez, estruturou tramas onde o macaco falante não era um simples acompanhante, mas um personagem com perspicácia dedutiva. A série usava um formato de 17 páginas por número, com narrativa ágil e diálogos que evitavam o excesso de texto. Tecnicamente, era um produto eficiente para sua época.
Um macaco detetive: a ideia que ninguém pediu, mas todos precisamos 🐒
Sam Simeão falava, raciocinava e resolvia casos enquanto Angel dirigia e lidava com os problemas. O curioso é que ninguém no universo DC parecia se surpreender que um chimpanzé de gravata fosse mais esperto que a maioria dos vilões. Se relançassem hoje, com certeza teria sua própria série em streaming e merchandising de canecas. Mas, enfim, a DC prefere resgatar outros.