Uma nova pesquisa revelou um perigo oculto em lagos e lagoas: a combinação de ferro e peróxido de hidrogênio causa a morte massiva de algas. Esse processo rompe suas células e libera toxinas perigosas, contaminando a água potável e causando mortandade de peixes. Nos Estados Unidos, os danos chegam a milhões de dólares por ano, e a descoberta sugere que controlar esses surtos será mais complexo do que o previsto.
O mecanismo químico por trás do desastre 🧪
O estudo detalha que o ferro dissolvido na água reage com o peróxido de hidrogênio, um composto que as próprias algas geram. Essa reação produz radicais hidroxila, moléculas altamente reativas que perfuram as paredes celulares das algas. Ao colapsarem, liberam toxinas como microcistinas, que resistem aos tratamentos convencionais de purificação. Para os gestores de recursos hídricos, isso implica que os métodos atuais de controle, como a aeração ou os algicidas, podem ser insuficientes sem um monitoramento constante desses compostos.
As algas também se vingam quimicamente 😈
Parece que as algas, cansadas de serem chamadas de florações incômodas, decidiram se armar com um plano maestro: autodestruir-se e levar tudo junto. O peróxido de hidrogênio que elas mesmas produzem, junto com o ferro do ambiente, se transforma em um coquetel explosivo. Então, enquanto pensávamos que o problema era o excesso de nutrientes, descobrimos que as algas já tinham preparado sua própria bomba-relógio. Ainda bem que elas não têm sindicato.