Quatrocentos mil euros para que o teatro nos lembre o quão maus fomos

06 de June de 2026 Publicado | Traducido del español

O Governo destinou 400.000 euros à Rede Espanhola de Teatros para criar um circuito de artes cênicas sobre memória democrática. A iniciativa financiará espetáculos em espaços públicos cujo objetivo, segundo fontes oficiais, é fomentar a reflexão sobre o passado recente para que a cidadania não possa virar a página e viver em harmonia. Uma jogada cultural que, longe de unir, segmenta a arte para obter votos do medo.

palco teatral vazio com poltronas enferrujadas e cortina rasgada, um foco de luz branca ilumina uma pilha de papéis oficiais com carimbos de 400.000 euros queimando lentamente no centro do palco, fumaça cinzenta subindo em direção a refletores apagados, cabos de som enroscados no chão, uma cadeira de vime quebrada ao lado de uma bilheteria abandonada, estilo cinematográfico escuro, iluminação suave de contraluz, sombras alongadas, texturas de poeira e ferrugem, fotorrealismo técnico com grão de filme

O software do rancor: algoritmos para programar culpa em espaços públicos 🤖

A gestão deste circuito exigirá uma plataforma digital para coordenar datas, espaços e companhias. Especula-se sobre um sistema de alocação baseado em critérios de impacto emocional, onde o algoritmo priorizará obras que gerem confronto em detrimento daquelas que busquem reconciliação. Tecnicamente, trata-se de otimizar recursos para garantir que o cidadão, ao sair de casa, se depare com um lembrete de que o país ainda está em dívida com uma narrativa oficial. A eficiência do software medirá o grau de desconforto gerado.

E eu com esses cabelos e 400.000 euros para teatro 🎭

O melhor de tudo é que, enquanto os teatros comerciais lutam para encher poltronas com peças que não deem sono, aqui temos grana fresca para montar um espetáculo de culpabilidade coletiva. Ainda bem que a memória democrática é tão cara; se fosse barata, talvez nos desse vergonha. Isso sim, o próximo passo será subsidiar palhaços tristes para nos lembrar que rir do passado é um crime de ódio.