Redondo desdibuja a linha entre autor e assassino em seu novo romance

04 de July de 2026 Publicado | Traducido del español

Dolores Redondo retorna às livrarias em 21 de outubro com Todas as noites, todas as cidades. A trama acompanha um escritor que se torna suspeito dos crimes que descreveu em seu próprio livro. A autora brinca com a fronteira entre realidade e ficção, oferecendo aos leitores uma história intrigante sobre até onde pode ir a imaginação de um criador.

escritor sentado em escrivaninha de madeira em estudo escuro, mãos pairando sobre máquina de escrever com papel meio enrolado, figura sombria emergindo de cortina translúcida, tinteiro virado com líquido preto se espalhando por páginas de manuscrito escritas à mão, impressões digitais borradas nas bordas do papel, reflexo tênue de algemas no vidro do abajur de mesa, estilo fotorrealista cinematográfico, iluminação dramática de claro-escuro, partículas de poeira suspensas no feixe do abajur, atmosfera noir profunda, texturas ultra-detalhadas em fibras de papel e manchas de tinta, estética de suspense psicológico

O processo criativo como motor da trama criminal 📖

Redondo estrutura o romance a partir da perspectiva do escritor protagonista, usando seu ofício como eixo narrativo. A investigação policial avança à medida que o leitor descobre as anotações, rascunhos e correções do manuscrito. Esse recurso permite explorar como a documentação e os detalhes técnicos de uma obra podem ser mal interpretados pelas autoridades. A autora constrói um jogo de espelhos onde a documentação realista do crime se volta contra seu criador.

Conselho para escritores: não investiguem crimes tão bem 🖋️

Se você é escritor e seu próximo livro inclui um assassinato, talvez deva tomar nota: documentar-se demais pode levar a polícia à sua porta. Redondo transforma esse pesadelo profissional em um romance, demonstrando que o realismo excessivo tem seus riscos. Felizmente, a maioria dos autores só acaba na delegacia quando esquece de devolver os livros da biblioteca.