A flauta mágica desconcerta em Aix-en-Provence

04 de July de 2026 Publicado | Traducido del español

O Festival d’Aix-en-Provence começou com uma montagem de A Flauta Mágica que deixou o público frio. A produção de Clément Cogitore, considerada rebuscada, não conseguiu entusiasmar os presentes. Este início morno levanta dúvidas sobre a capacidade do evento de se conectar com o público atual e manter o interesse pela ópera como oferta de lazer cultural.

público sentado em teatro ao ar livre ao entardecer, palco de madeira elegante com painéis geométricos, cantores em trajes barrocos se apresentando em uma plataforma giratória enquanto um olho holográfico gigante flutua acima deles, luz azul fria projetando sombras, cadeiras vazias visíveis nas primeiras filas, técnicos de palco ajustando um grande espelho refletor, renderização cinematográfica fotorrealista, iluminação dramática com claro-escuro, névoa atmosférica, leve reflexo de lente, alto detalhamento em texturas de tecido e tábuas de palco de madeira, desfoque de movimento no mecanismo giratório, equipamento técnico de teatro visível nas bordas do palco

O desafio técnico de atualizar clássicos sem perder a essência 🎭

A encenação buscou incorporar elementos de videoarte e cenografia digital para modernizar a obra de Mozart. No entanto, a integração de projeções em 3D e efeitos luminosos sincronizados não compensou uma direção de atores confusa. As mudanças de andamento na partitura, ajustadas por software de edição ao vivo, desorientaram os músicos. A tecnologia, aplicada sem um roteiro dramatúrgico sólido, acabou eclipsando a narrativa original.

O público prefere o karaokê à vanguarda 🎤

Enquanto os críticos debatem sobre simbolismos pós-modernos, os vizinhos de Aix optaram por ficar em casa vendo reprises de telelixo. Ao que parece, uma flauta mágica que não se entende compete mal contra um concurso de culinária. A moral da história: se quiser encher cadeiras, é melhor que Papageno venha com um prato de paella e um micro-ondas.