Flex Mentallo: o super-herói esquecido de Grant Morrison

02 de July de 2026 Publicado | Traducido del español

Flex Mentallo, criado por Grant Morrison e Richard Case, é um daqueles personagens da DC que parecem existir em uma realidade paralela. Apareceu pela primeira vez nas páginas de Doom Patrol nos anos 90, um musculoso herói de postal que podia dobrar a realidade apenas flexionando seus bíceps. Sua origem é uma homenagem aos quadrinhos de Charles Atlas, mas com um toque psicodélico que só Morrison poderia conceber. Apesar de seu carisma, o personagem caiu no esquecimento, sem aparições relevantes em décadas.

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O músculo como interface de manipulação quântica 💪

O poder de Flex Mentallo não reside na força bruta, mas em sua capacidade de alterar a realidade através da flexão muscular. Morrison concebeu isso como uma metáfora visual da teoria das cordas e da física quântica: cada postura gera uma frequência específica que modifica o tecido espaço-temporal. Richard Case o ilustrou com uma estética de fanzine, usando linhas de movimento exageradas. O personagem opera como um processador biológico, onde o corpo humano é o hardware e a vontade é o software. Uma ideia à frente de seu tempo.

A academia interdimensional que ninguém frequenta 🏋️

O curioso é que Flex Mentallo poderia resolver a crise da Liga da Justiça com um único estalar de abdominais, mas prefere passar despercebido. Com um poder desses, alguém pensaria que a DC o usaria para fechar buracos de roteiro ou resetar o multiverso a cada dois por três. Mas não, lá está o senhor, em seu canto, fazendo flexões de peito enquanto o Superman briga com outro kryptoniano. Um super-herói que literalmente pode moldar a realidade e escolhe não se meter em confusões. Quase como um estagiário que sabe demais.