De hoje até domingo, Erfurt se transforma em um campo de tensão. Milhares de policiais de toda a Alemanha foram mobilizados para controlar a chegada de até 50 mil manifestantes que protestam contra o congresso da ultradireitista AfD. O grupo Widersetzen planeja bloquear o evento onde será eleita a nova diretoria do partido. A população sofre com cortes no trânsito e uma atmosfera de alta tensão. A polícia já registrou 69 delitos, a maioria pichações.
O sistema de vigilância em tempo real da polícia alemã 🚁
Para gerenciar a mobilização, as autoridades ativaram um centro de comando digital que integra drones com câmeras térmicas e análise de fluxo de pedestres por inteligência artificial. O sistema permite mapear ao vivo os deslocamentos dos manifestantes e prever possíveis congestionamentos. Os agentes portam terminais móveis com acesso a bancos de dados de antecedentes criminais. Essa infraestrutura, semelhante à usada em grandes eventos esportivos, busca minimizar o caos urbano e registrar cada infração em tempo real.
A arte de rua que a polícia não pediu 🎨
Enquanto a AfD debate seu futuro, os 69 delitos registrados são quase todos pichações. Parece que os manifestantes decidiram que decorar fachadas é mais eficaz do que um debate político. O curioso é que, com 50 mil pessoas nas ruas, a polícia só encontrou tempo para perseguir grafiteiros. Talvez a nova diretoria do partido devesse considerar que, se querem evitar mais arte urbana não solicitada, o melhor é não realizar congressos em cidades com tantos sprays de tinta.