O porta-voz da Saúde do PSOE em Castilla-La Mancha, Serrano, denunciou que o Governo de Page não resolveu o colapso sanitário de verão, um problema que agora se repete durante todo o ano. Ele destaca que a falta de pessoal e recursos afeta gravemente a atenção primária e as urgências, gerando atrasos constantes. Para os cidadãos, isso representa dificuldades crescentes para acessar serviços básicos de saúde, uma situação que, segundo Serrano, foi normalizada sem que o Executivo regional tome medidas eficazes.
Tecnologia em saúde: sistemas que não aliviam a saturação 🏥
A gestão atual da saúde em Castilla-La Mancha enfrenta um problema de fundo: a falta de integração tecnológica para otimizar recursos. Sistemas de triagem digital ou agendamento online não reduzem o colapso se não forem acompanhados por mais profissionais. A atenção primária, base do sistema, carece de ferramentas preditivas para distribuir a carga assistencial. Enquanto isso, as urgências hospitalares suportam picos constantes que poderiam ser mitigados com plataformas de telemedicina para casos leves. Sem investimento em infraestrutura digital e contratação, a tecnologia é um remendo sobre uma ferida aberta.
O verão eterno: quando o colapso não entende de estações ☀️
O colapso sanitário já não respeita o calendário. Antes só acontecia no verão, como as liquidações ou as ondas de calor. Agora, os pacientes podem desfrutar de atrasos nas urgências em qualquer dia do ano, sem precisar esperar por agosto. Page conseguiu o que parecia impossível: que a saúde pública funcione com a mesma eficiência o ano todo. Pena que essa eficiência seja a de esperar horas sentado em uma cadeira de plástico. Pelo menos, já não há desculpa para não ir ao médico no inverno.